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Lisboa

 

Estimados amigos da Paz

Em nome dos subscritores do Apelo Paz sim! Guerra e corrida aos armamentos não! saúdo este magnífico Desfile, todos os milhares de amigos da paz aqui presentes e as muitas dezenas de organizações e personalidades que se juntaram a este importante e necessário Apelo divulgado em Maio.

Um Apelo em defesa da paz que, apesar de ter sido ignorado durante semanas e semanas por órgãos de comunicação social, foi passando de mão em mão, chegando a muitos milhares de pessoas por todo o país, o que só possível com a vossa dedicação e generosidade e esta profunda aspiração do nosso povo que deseja a paz e não quer mais guerra.

Queremos a paz, a segurança, a cooperação, a justiça nas relaçoes internacionais, queremos os direitos dos povos.

Sabemos que o caminho para o garantir é o respeito pelos princípios do direito internacional, conformes com a Carta da ONU e os constantes na Acta Final da Conferência de Helsínquia.

Por isso, estamos aqui, respeitando as opiniões de cada um de nós sobre os desenvolvimentos, no plano internacional, como na Palestina ou no Sara Ocidental, na Ucrânia, no Iémen, na Síria, na Líbia ou no Iraque, entre outros conflitos que flagelam o mundo, que provocam destruição, sofrimento, mortes e milhões de refugiados e deslocados.

E unidos na condenação da guerra, na profunda preocupação com o agravamento da situação mundial e com os sérios perigos que nos ameaçam, unidos na solidariedade com os que sofrem as consequências das guerras e conflitos.

Por isso, consideramos que o aumento das despesas militares, a corrida aos armamentos, a produção de mais sofisticadas armas, incluindo nucleares, a instalação de mais bases militares em países terceiros, representam uma inquietante ameaça para todos os povos da Europa e do mundo, tanto mais quando se constata o agravamento dos problemas da fome, da doença, da pobreza que afectam grande parte da Humanidade.

Por isso dizemos e repetimos: Paz sim! Guerra não!

Por isso, afirmamos, como refere o Apelo que aqui nos une:

Que o empenho na diplomacia para a solução política dos conflitos não deve ser substituído pela ingerência, pela desestabilização, pelos bloqueios e as sanções, pelas intervenções, invasões e ocupações militares, pela guerra, pelo uso ou a ameaça do uso da força nas relações internacionais, com todas as suas dramáticas consequências.

Há que acabar com as sanções que, para além de se inserirem na lógica da confrontação, , atingem sobretudo as condições de vida das populações, tanto nos países que as sofrem como nos que as impõem – como vemos com o aumento do custo de vida, ao mesmo tempo que se acumulam os lucros dos grandes grupos económicos. 

Sanções cujas consequências se alargam a muitos outros povos, aprofundando desigualdades, aumentando a pobreza e a miséria. E como neste desfile já se gritou

- Para a guerra vão milhões, para os povos só tostões! 

O momento que estamos a viver exige que as autoridades portuguesas não contribuam para a escalada de confrontação e de guerra, mas para a criação de condições de diálogo que garantam o estabelecimento de um clima de confiança, com vista à criação de um sistema de segurança coletiva, a uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.

- Armamento Não! Paz e Cooperação!

Somos um país onde houve uma revolução que pôs fim à guerra colonial. 

A Revolução de Abril, que em breve comemora 50 anos, constituiu uma pujante afirmação contra o fascismo e a guerra. Abril abriu as portas da liberdade e da democracia, repudiando todas as manifestações de fascismo, a xenofobia, o racismo. Abril abriu as portas da paz, pondo fim à guerra colonial e consagrando na Constituição da República Portuguesa importantes princípios – como a não ingerência nos assuntos internos de outros Estados, a solução pacífica dos conflitos internacionais, a dissolução dos blocos político-militares, o desarmamento geral, simultâneo e controlado –, repudiando o militarismo e a guerra nas relações internacionais.

Por isso, a nossa exigência às autoridades portuguesas: não contribuam para a escalada de confrontação e de guerra! Reafirmamos:

- Diálogo, Negociação. Não à Confrontação!

Queremos uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos!

No espírito destes princípios, preocupações e considerações, estamos hoje aqui, como iremos estar no próximo dia 29, na Cordoaria, no Porto, proclamando bem alto: Armamento Não! Queremos Paz e Cooperação!

E regressaremos à rua, todas as vezes que forem necessárias, para afirmar

- Paz Sim! Guerra Não! 

Muito obrigada pela vossa espantosa participação na defesa da Paz, dando um grande testemunho da aspiração dos povos a este bem precioso para a Humanidade, para a defesa do seu presente e a garantia do seu futuro.

- A Paz é um direito, sem ela nada feito!

Pela paz, todos não somos demais!

A luta continua!

 

Porto

Estimados amigos da Paz

Em nome dos subscritores do Apelo Paz sim! Guerra e corrida aos armamentos não! saúdo este magnífico Desfile, os mais de mil amigos da paz aqui presentes, as muitas dezenas de organizações diversas e personalidades que se juntaram a este importante e necessário Apelo divulgado em Maio.

Um Apelo em defesa da paz que, apesar de ter sido ignorado durante semanas e semanas por órgãos de comunicação social, foi passando de mão em mão, chegando a muitos milhares de pessoas por todo o país, o que só possível com a vossa dedicação e generosidade e esta profunda aspiração do nosso povo que deseja a paz e não quer mais guerra.

Queremos a paz, a segurança, a cooperação, a justiça nas relações internacionais, queremos os direitos dos povos.

Sabemos que o caminho para o garantir é o respeito pelos princípios do direito internacional, conformes com a Carta da ONU e os constantes na Acta Final da Conferência de Helsínquia.

Por isso, estamos aqui, respeitando as opiniões de cada um de nós e de vós sobre os desenvolvimentos, no plano internacional, como na Palestina ou no Sara Ocidental, na Ucrânia, no Iémen, na Síria, na Líbia ou no Iraque, entre outros conflitos que flagelam o mundo, que provocam destruição, sofrimento, mortes e milhões de refugiados e deslocados.

Estamos unidos na condenação da guerra, na profunda preocupação com o agravamento da situação mundial e com os sérios perigos que nos ameaçam, unidos na solidariedade com os que sofrem as consequências das guerras e conflitos.

Por isso, consideramos que o aumento das despesas militares, a corrida aos armamentos, a produção de mais sofisticadas armas, incluindo nucleares, a instalação de mais bases militares em países terceiros, representam uma inquietante ameaça para todos os povos da Europa e do mundo, tanto mais quando se constata o agravamento dos problemas da fome, da doença, da pobreza que afectam grande parte da Humanidade.

Por isso dizemos e repetimos: Paz sim! Guerra não!

Por isso, afirmamos, como refere o Apelo que aqui nos une:

Que o empenho na diplomacia para a solução política dos conflitos não deve ser substituído pela ingerência, pela desestabilização, pelos bloqueios e as sanções, pelas intervenções, invasões e ocupações militares, pela guerra, pelo uso ou a ameaça do uso da força nas relações internacionais, com todas as suas dramáticas consequências.

Há que acabar com as sanções que, para além de se inserirem na lógica da confrontação, atingem sobretudo as condições de vida das populações, tanto nos países que as sofrem como nos que as impõem – como vemos com o aumento do custo de vida, ao mesmo tempo que se acumulam os lucros dos grandes grupos económicos. 

Sanções cujas consequências se alargam a muitos outros povos, aprofundando desigualdades, aumentando a pobreza e a miséria. E como neste desfile já se gritou

- Para a guerra vão milhões, para os povos só tostões! 

O momento que estamos a viver exige que as autoridades portuguesas não contribuam para a escalada de confrontação e de guerra, mas sim para a criação de condições de diálogo que garantam o estabelecimento de um clima de confiança, com vista à criação de um sistema de segurança coletiva, a uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.

- Armamento Não! Paz e Cooperação!

Somos um país onde houve uma revolução que pôs fim à guerra colonial. 

A Revolução de Abril, que em breve comemora 50 anos, constituiu uma pujante afirmação contra o fascismo e a guerra. Abril abriu as portas da liberdade e da democracia, repudiando todas as manifestações de fascismo, a xenofobia, o racismo.

Abril abriu as portas da paz, pondo fim à guerra colonial e consagrando na Constituição da República Portuguesa importantes princípios – como a não ingerência nos assuntos internos de outros Estados, a solução pacífica dos conflitos internacionais, a dissolução dos blocos político-militares, o desarmamento geral, simultâneo e controlado –, repudiando o militarismo e a guerra nas relações internacionais.

Por isso, a nossa exigência às autoridades portuguesas: não contribuam para a escalada de confrontação e de guerra!

Por isso, é com grande preocupação que assistimos, neste momento, a mais uma Cimeira da NATO, em Madrid, que pretende o seu alargamento, agravar a corrida aos armamentos e, assim, contribuir para a continuação da guerra, o sofrimento e o empobrecimento dos povos, o que não respeita os nossos princípios constitucionais de defesa da dissolução dos blocos políticos militares nem a esperança dos povos na Paz

Reafirmamos:

Queremos uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos!

- Diálogo, Negociação. Não à Confrontação!

No espírito destes princípios, preocupações e considerações, estamos hoje aqui, como estivemos no passado dia 25 em Lisboa, proclamando bem alto: 

Armamento Não! Queremos Paz e Cooperação!

E regressaremos à rua, todas as vezes que forem necessárias, para afirmar

- Paz Sim! Guerra Não! 

Muito obrigada pela vossa espantosa participação na defesa da Paz, dando um grande testemunho da aspiração dos povos a este bem precioso para a Humanidade, para a defesa do seu presente e a garantia do seu futuro.

- A Paz é um direito, sem ela nada feito!

Pela paz, todos não somos demais!

A luta continua