Debate no Porto: Pela Paz, todos não somos demais!


No Porto, o Dia Internacional da Paz foi assinalado no Clube dos Fenianos Portuenses numa iniciativa que contou com uma atuação musical, que encantou os presentes com algumas canções e músicas de intervenção interpretadas pelo grupo "Uma vontade de música", dirigido por Guilhermino Monteiro.
Seguiram-se as intervenções do jornalista Alfredo Maia que se referiu à preocupante evolução da situação no mundo, dando alguns exemplos do Médio Oriente e de África, demonstrando as responsabilidades dos EUA e de países da União Europeia, designadamente com o negócio das armas, como tem acontecido com as vendas à Arábia Saudita e a Israel que depois as utilizam para massacrar populações indefesas.
No âmbito da preparação do Encontro pela Paz a realizar em Loures no próximo dia 20 de Outubro, o CPPC e a União dos Sindicatos do Algarve, promoveram no passado dia 21 de Setembro, Dia Internacional da Paz uma sessão pública em Faro sob o lema "Pela Paz, todos não somos demais!".
Na animada conversa, intervieram, para além das organizações promotoras da sessão, várias outras organizações, que promovem e apoiam o Encontro pela Paz, e outras pessoas presentes.
A necessidade da defesa da Paz e a mobilização para o Encontro ficaram bem marcadas nesta sessão.

Alarguemos a acção pela paz,
pelo desarmamento, pela solidariedade
Neste Dia Internacional da Paz, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma o seu compromisso de sempre de agir com todos quantos, na sua acção quotidiana, defendem os valores da paz, do desarmamento, do respeito pela soberania dos Estados e dos povos e a solidariedade com todos os que, por esse mundo fora, se batem pelo respeito do direito a decidir livremente do seu próprio futuro e pelo progresso social.
A actual situação internacional, marcada por imensos riscos para a paz e segurança mundial, coloca a necessidade de uma ampla convergência de vontades em defesa da paz, pelo desanuviamento das relações internacionais, pelo respeito da soberania dos povos e da independência dos Estados, conforme preconizado na Carta das Nações Unidas e no direito internacional, pelo progresso, pela solidariedade, pela rejeição das guerras de agressão, pelo fim da corrida aos armamentos, pela abolição das armas nucleares, pelo encerramento das bases militares estrangeiras, pelo fim dos blocos político-militares, pelo fim da política de chantagem, de ingerência, de bloqueios e de sanções nas relações internacionais.