27 de Dezembro 2011 3 anos do massacre israelita contra Gaza









Cumpre-se hoje, 7 de Outubro, 11 anos desde o início da agressão e da ocupação do Afeganistão por parte dos Estados Unidos da América e da NATO. Mais de uma década de morticínio, sofrimento e destruição de um país, causados por uma guerra movida pelo desejo de controlo dos ricos recursos naturais e de tão importantes vias e posições geoestratégicas do Afeganistão. Uma guerra que impacta sobre outros países da bacia do Cáspio e extravasa para o Paquistão, e que se enquadra intimamente com outras, que se travaram e travam no Iraque, no Líbano, na Líbia, nas provocações e ingerência em curso no conflito sírio e nas ameaças constantes e crescentes contra o Irão.

O CPPC divulga a seguinte tomada de posição, já subscrita por cinquenta personalidades da sociedade portuguesa.
É com grande preocupação que assistimos à agudização da situação em grande número de países do Norte de África e do Médio Oriente. A ameaça iminente de intervenção militar externa na Síria, após persistente alimentação da dissensão interna, bem como a longa preparação de intervenção militar no Irão, são razões da maior inquietação.
As relações internacionais não se devem reger pela ingerência, pela guerra e pela ambição de domínio político e económico – nomeadamente, das reservas de hidrocarbonetos – mas pelo desanuviamento, pela resolução pacífica dos conflitos, na promoção da paz e da cooperação.
No quadro da Campanha "Pela Paz! Não à guerra no Médio Oriente", o CPPC em colaboração com a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), organiza no dia 8 de Março um debate com a participação de Gustavo Carneiro, membro da Direcção Nacional do CPPC.


Faz 8 anos que o Iraque foi bombardeado, invadido e destruído por uma coligação encabeçada pelos EUA e Inglaterra.
A opinião pública foi supliciada com a justificação falsificada da existência de armas de destruição maciça e de cínicas razões humanitárias.
A invasão foi precedida da imposição de duas zonas de exclusão aérea durante 12 anos, alegando razões humanitárias. Foi uma iniciativa dos EUA, da Inglaterra e da França, à margem da ONU. Fogo aberto por estas três forças custou a vida de centenas de iraquianos e um rasto de feridos. Uma década de bloqueio económico significou outro tanto de privação e sofrimento e morte lenta para o povo iraquiano.
De facto as armas de destruição maciça não existiam de todo. Mas as zonas de exclusão aérea e a ocupação que se lhe seguiu custaram cerca de um milhão de mortos, milhões de deslocados, milhões de estropiados e traumatizados.
O Iraque é um país debilitado física e moralmente. O povo iraquiano está hoje muito pior do que antes da invasão. A Democracia “made by América” é uma caricatura, mas a principal riqueza do Iraque, o petróleo, está sujeita às imposições das potências invasoras. O país é uma imensa base militar dos EUA que dominam uma zona estratégica de bens essenciais à indústria.
O Concelho Português para a Paz e Cooperação sempre denunciou a ilegalidade e os verdadeiros propósitos por detrás da agressão e ocupação desse país.
Independentemente do carácter do regime nacional vigente até 2003, aos iraquianos foi-lhes adiada a possibilidade de, por sua vontade e a seu modo, transformarem e melhorarem o seu país.
O CPPC reitera o reconhecimento do direito a todos os povos defenderem a sua soberania, integridade territorial e decidirem livremente do seu futuro.
Exorta os portugueses a exigirem do seu governo a não intromissão nos assuntos internos de cada país e a não substituírem as vias diplomáticas e politicas por meios militares, nas relações internacionais.
O CPPC reitera a sua solidariedade com o povo mártir do Iraque.
Lisboa