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Histórica vitória do povo egípcio

(Emilio Morenatti / APPhoto)

O Conselho Português para a Paz e Cooperação congratula-se com a histórica vitória do povo egípcio de 11 de Fevereiro de 2011.
Homens, mulheres, jovens estudantes, trabalhadores e desempregados, derrubaram um ditador no poder há 30 anos.
Foram 30 anos de repressão, sem liberdade de expressão ou associação ou reunião, 30 anos de miséria e desemprego para o povo, mas de corrupção e obsceno enriquecimento da classe dirigente.
Foram 30 anos de subserviência a interesses estrangeiros – políticos, económicos e militares. Mubarak foi um ditador descartável, apoiado pela UE, Israel e EUA até ao momento em que estes, procurando salvar o essencial do regime e a continuação da sua influência e domínio na região, o sacrificaram.
Quase 2 mil milhões de dólares, a maior parte revertendo novamente para os EUA pela compra de material de guerra, era o pagamento anual à ditadura.
Mas foram também 30 anos de lutas fortemente reprimidas, silenciadas e ignoradas pelas potências amigas do regime e pelos grandes meios de comunicação “ocidentais”.
Desde 1989 que ocorriam greves e protestos de trabalhadores, devendo destacar-se o ano de 2008 em que aparece o movimento “jovens do 6 de Abril” em apoio aos trabalhadores em luta contra o preço do pão.
A estas lutas por melhores salários, condições de vida e direitos civis, há que juntar um sentimento patriótico que se reflectia numa forte crítica à política de Mubarack de colaboração com o governo fascista de Israel e de subserviência aos EUA. De resto, estas motivações políticas estiveram bem visíveis nos protestos e slogans da luta que levaram à queda do ditador.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação faz votos que a perspectiva de consolidação no Egipto de um regime soberano e democrático baseado nos anseios e na luta do seu povo se concretize - em vista da conquista da justiça social e da soberania plena, e no respeito pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas. Tal seria um muito importante factor para a Paz no Próximo Oriente e no Mundo.

CPPC solidário com o povo egípcio

 

Face ao levantamento popular no Egipto, o CPPC afirma ser fundamental que a vontade do povo egípcio seja respeitada, e que as grandes potências mundiais se abstenham de ingerir e condicionar o desenrolar dos acontecimentos. O CPPC condena a violenta repressão que tem sido exercida sobre as manifestações populares pacíficas, seja por forças repressivas, seja por intermédio de «apoiantes» do actual presidente que comprovadamente incorporam agentes da polícia e de serviços de segurança.
O CPPC recorda a ingerência que o imperialismo tem exercido no Egipto, o segundo maior beneficiário de ajuda militar norte-americana na região, interferência que agora prossegue dissimulada na atitude hipócrita da União Europeia e dos EUA ao permanecerem "hesitantes" em condenar definitivamente e em retirar todo o apoio político ao velho regime, que têm apoiado de facto ao longo de mais de 30 anos, contra as legítimas aspirações da população.
Recordando o papel central do Egipto ao longo do século passado na emancipação nacional e afirmação do patriotismo Árabe, até o actual regime ter tomado o poder, é espectável o nervosismo dos EUA perante a perspectiva de perder um governo que tem sido aliado submisso e instrumental nos seus planos de domínio do Próximo Oriente. Nervosismo também evidente nas alarmantes declarações do primeiro-ministro israelita, ao afirmar ser necessário aumentar o poderio israelita para fazer frente à instabilidade na região.
O CPPC reafirma o seu apoio à justa luta do povo egípcio, a quem compete decidir livremente o seu destino, e repudia qualquer tentativa de ingerência, nomeadamente daqueles que durante mais de 30 anos foram cúmplices do regime opressor de Hosni Mubarak.

Sobre a agressão israelita contra a Faixa de Gaza

Quase quatro anos passados sobre o início da criminosa incursão militar israelita contra a população palestiniana da Faixa de Gaza (27 de Dezembro de 2008 a 18 de janeiro de 2009), Israel desencadeia mais uma criminosa acção militar, de proporções e objectivos ainda não completamente conhecidos, com efeitos devastadores para o povo palestiniano e com perdas de vidas humanas entre a população civil, incluindo crianças.

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Solidariedade com o povo sírio

São constantes as ameaças à integridade do território e à soberania da Síria por parte de grupos armados que contam com a cumplicidade internacional, designadamente da Turquia e dos seus aliados na NATO. Lamentando que estes mesmos países tenham, sem que nenhuma investigação fosse levada a cabo para perceber o que de facto se passou, responsabilizado a Síria pelas vítimas civis de uma explosão ocorrida numa aldeia turca, atribuída a um míssil sírio, e apoiado “retaliação” por parte da Turquia, que bombardeou várias posições na Síria, vemos com grande preocupação a decisão do parlamento turco de autorizar missões militares em território sírio e as recentes declarações do Primeiro Ministro turco de que uma guerra pode estar próxima.

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Fim à repressão na Turquia! Solidariedade com o povo turco! (acto público)

Dezenas de pessoas participaram no acto público que decorreu hoje ao fim da tarde frente à Embaixada da Turquia, expressando a sua solidariedade para com o povo da Turquia e a exigência do fim da repressão por parte do Governo. Tendo sido enviada à embaixada uma posição que espessava o mais profundo repúdio pela violenta repressão de que têm sido alvo as manifestações populares que têm ocorrido por toda a Turquia nos últimos dias, subscrita por mais de 20 organizações portuguesas.

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