Sessão de Solidariedade com os Povos do Médio Oriente


Hoje, 29 de Novembro, assinala-se o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, estabelecido pelas Nações Unidas, tendo em conta a adoção, pela sua Assembleia Geral, da Resolução 181, de 1947, que preconizava a divisão da Palestina em dois estados, um judeu e um árabe – respetivamente, com 55% e 44% do território – e a permanência de Jerusalém e Belém sob controlo internacional.
Para as Nações Unidas, a instituição do dia 29 de Novembro é uma forma de chamar a atenção para o facto da questão da Palestina continuar por resolver e de o povo palestino não ter ainda visto reconhecidos os seus direitos inalienáveis, definidos pela Assembleia Geral, nomeadamente o direito à autodeterminação sem interferência externa, o direito à independência nacional e soberania, e o direito a regressar às suas casas e propriedades expropriadas.
Hoje, dos dois estados preconizados em 1947, só o de Israel existe, criado e expandido pela força das armas e o apoio das potências ocidentais – em particular dos EUA –, pela destruição de aldeias e comunidades árabes e a expulsão das suas populações, fazendo do povo palestino aquele que tem o maior número de refugiados do mundo.
Na Conferência realizada pelo CPPC no dia 16 de Novembro, em Lisboa, reafirmou-se a solidariedade aos povos da América Latina e Caraíbas que se batem pelo seu direito ao desenvolvimento soberano. Os participantes empunharam cartazes alusivos às situações concretas vividas na Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba e Venezuela.






O CPPC promoveu no dia 16 de Novembro nas instalações da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, em Lisboa, uma conferência sobre a América Latina. Na mesa estiveram Ilda Figueiredo e Luís Carapinha, do CPPC, e os embaixadores da República Bolivariana da Venezuela e de Cuba, Lucas Rincón Romero e Mercedes Martínez. Intervieram também representantes dos Colombianos Pela Paz, dos Chilenos em Portugal e do núcleo do PT de Lisboa. A abrir, Joana Manuel e Rui Galveias interpretaram magistralmente canções latino-americanas, que remetem para a secular luta dos povos da região pelo progresso e a soberania, contra a ingerência.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) repudia veementemente a consumação do golpe de Estado na Bolívia contra o Presidente Evo Morales, o seu governo, a constitucionalidade democrática e o povo boliviano.
Trata-se, como o CPPC anteriormente denunciou, de mais um passo na concretização da agenda de desestabilização dirigida a partir de Washington contra os povos e países que, na América Latina e Caraíbas, têm protagonizado processos de afirmação de soberania, de progresso social e de cooperação.
Campanha desestabilizadora dos EUA que visa agora, a partir de uma operação golpista e em conluio com as forças anti-democráticas bolivianas, a reversão dos importantes avanços alcançados nos últimos anos pelo povo boliviano, sob a presidência de Evo Morales e o seu governo, como o crescimento económico ao serviço do povo, a redução da pobreza e das desigualdades sociais, a garantia de direitos sociais, como a saúde e a educação, e dos direitos dos povos indígenas, a nacionalização de recursos energéticos, o fortalecimento do papel das empresas públicas ou uma relação de paz e de cooperação entre os povos deste subcontinente.